Apegos são inevitáveis fontes de sofrimento. Quanto mais nos apegamos às situações, objetos, pessoas, mais nos tornamos vulneráveis. Visto que a essência da VIDA é uma impermanência, desejar uma posse eterna de tudo que nos afeiçoamos, é pura ilusão.
Entretanto, poucos de nós estamos pre-parados para viver uma existência sem apegos. Como lembramos experiências de perda, de modo doloroso, o quanto precisamos aprender a aceitar a realidade. Aceitar significa, antes de tudo, nao resistir as perdas, quando elas acontecem.
Entretanto, poucos de nós estamos pre-parados para viver uma existência sem apegos. Como lembramos experiências de perda, de modo doloroso, o quanto precisamos aprender a aceitar a realidade. Aceitar significa, antes de tudo, nao resistir as perdas, quando elas acontecem.
Em 2003, eu perdi uma tia minha, muito querida por todos, eu a amava muito. Senti muito a sua morte, e não aceitava o modo de como ela se foi porque nenhum membro da família , como minhas primas, não quiseram ir adiante na justiça. Por mim, teria ido até o fim, mas não podia fazer nada, até porque ainda estava no 2º semestre do curso de Direito e o inquérito foi arquivado por falta de provas. Eu senti demais por querer Justiça, mas a nossa Justiça é cega, e com o tempo, Deus me deu a conformação, e eu comecei a aceitar a sua morte como uma continuação de sua vida, só que tão junta de Deus, ficando somente saudades e lembranças.
Outra situação que ocorreu-me foi em relação ao meu sonho de ser mãe, ou seja, o velho problema da infertilidade. Na época em que casei, em 2004, logo parei de tomar comprimido, mas ainda fazia faculdade, e não tinha condições de fazer um tratamento, mas também não imaginava, que ia ser tão complicado. Achava que quando quisesse ter filhos, poderia, seria só deixar de tomar anticoncepcional. Mas, no último ano da faculdade, minha ginecologista me chamou atenção pela minha idade, que já estava na hora de procurar um especialista. Passei dois por médicos, Comecei a investigar as causas da infertilidade, mas ainda fazendo uma monografia para colar grau em de 2007. O meu marido chegou a fazer uma cirurgia de varicocele. Chegou o fim de 2007, colei grau e fui estudar pro Exame da Ordem. Em abril de 2008, comecei a via crucis da infertilidade. Sofri demais, pois não imaginava que seria tão difícil, e ficava me perguntando e imaginando o porquê de tanto sofrimento? Tantas mulheres colocando meninos no mundo sem ter condições de criar, e eu querendo um filho pra criar, dar amor, educar, e não conseguia. Sofrendo cada vez mais. Em junho de 2008, comecei a minha 1 ª tentativa, e conheci uma mulher, que hoje, por sinal, somos muito amigas, e fizemos praticamente a fertilização in vitro juntas. Final: Deu negativo, aí eu digo, aumentou cada vez mais o sofrimento. Ela parou, e eu segui adiante, fui pra 2 ª tentativa. Passei por vários problemas, enfim, mas Graças a Deus, superei porque consegui enxergar e aceitar a mudança. Mudei os meus pensamentos, desapeguei de todo o meu sofrimento, pois digo, que hoje estou escrevendo sobre isto sem o menor problema. Engracado, porque antes eu dizia que não iria comentar sobre nada de tentativas, mas hoje estou tranquila em falar sobre isso. Agora, digo uma coisa: pra falar sobre as minhas tentativas teria que ter vários posts. Mas penso quem gosta de passado é museu. Eu gosto de viver o presente. Hoje estou procurando ter uma melhor qualidade de vida, com menos estresse, sendo feliz, esperando o tempo de Deus, porque as coisas só acontece quando Deus quer; e vou assim, não desistindo de realizar o meu sonho de ser mãe, pois tenho muita fé em Deus que vou conseguir. Vou só comentar que estou indo pra 7 ª tentativa de fertilização in vitro, e muito feliz.
Criar uma resistência interior só faz prolongar ainda mais a dor e a angústia que sentimos. Quanto mais rapidamente aprendermos a dominar a arte da aceitação, mais seremos capazes de nos manter imunes ao medo da rejeição, da escassez, da solidão. Embora seja este um dos principais aprendizados da vida, ninguém nos ensina a cultivar esta atitude. Ao contrário, somos treinados não para compartilhar, mas, sim, para depender do outro, como se nossa própria individualidade fosse algo sem valor.
Reaprender a ser livre e a não se manter preso a condições para poder estar feliz é o caminho mais sensato para que nos libertemos de uma vez da prisão dos apegos.
Outra situação que ocorreu-me foi em relação ao meu sonho de ser mãe, ou seja, o velho problema da infertilidade. Na época em que casei, em 2004, logo parei de tomar comprimido, mas ainda fazia faculdade, e não tinha condições de fazer um tratamento, mas também não imaginava, que ia ser tão complicado. Achava que quando quisesse ter filhos, poderia, seria só deixar de tomar anticoncepcional. Mas, no último ano da faculdade, minha ginecologista me chamou atenção pela minha idade, que já estava na hora de procurar um especialista. Passei dois por médicos, Comecei a investigar as causas da infertilidade, mas ainda fazendo uma monografia para colar grau em de 2007. O meu marido chegou a fazer uma cirurgia de varicocele. Chegou o fim de 2007, colei grau e fui estudar pro Exame da Ordem. Em abril de 2008, comecei a via crucis da infertilidade. Sofri demais, pois não imaginava que seria tão difícil, e ficava me perguntando e imaginando o porquê de tanto sofrimento? Tantas mulheres colocando meninos no mundo sem ter condições de criar, e eu querendo um filho pra criar, dar amor, educar, e não conseguia. Sofrendo cada vez mais. Em junho de 2008, comecei a minha 1 ª tentativa, e conheci uma mulher, que hoje, por sinal, somos muito amigas, e fizemos praticamente a fertilização in vitro juntas. Final: Deu negativo, aí eu digo, aumentou cada vez mais o sofrimento. Ela parou, e eu segui adiante, fui pra 2 ª tentativa. Passei por vários problemas, enfim, mas Graças a Deus, superei porque consegui enxergar e aceitar a mudança. Mudei os meus pensamentos, desapeguei de todo o meu sofrimento, pois digo, que hoje estou escrevendo sobre isto sem o menor problema. Engracado, porque antes eu dizia que não iria comentar sobre nada de tentativas, mas hoje estou tranquila em falar sobre isso. Agora, digo uma coisa: pra falar sobre as minhas tentativas teria que ter vários posts. Mas penso quem gosta de passado é museu. Eu gosto de viver o presente. Hoje estou procurando ter uma melhor qualidade de vida, com menos estresse, sendo feliz, esperando o tempo de Deus, porque as coisas só acontece quando Deus quer; e vou assim, não desistindo de realizar o meu sonho de ser mãe, pois tenho muita fé em Deus que vou conseguir. Vou só comentar que estou indo pra 7 ª tentativa de fertilização in vitro, e muito feliz.
Criar uma resistência interior só faz prolongar ainda mais a dor e a angústia que sentimos. Quanto mais rapidamente aprendermos a dominar a arte da aceitação, mais seremos capazes de nos manter imunes ao medo da rejeição, da escassez, da solidão. Embora seja este um dos principais aprendizados da vida, ninguém nos ensina a cultivar esta atitude. Ao contrário, somos treinados não para compartilhar, mas, sim, para depender do outro, como se nossa própria individualidade fosse algo sem valor.
Reaprender a ser livre e a não se manter preso a condições para poder estar feliz é o caminho mais sensato para que nos libertemos de uma vez da prisão dos apegos.
"Sem Lar
A bem-aventurança nunca tem lar, é uma errante.
A felicidade tem um lar, a infelicidade também tem um lar, mas a bem-aventurança, não.
Ela é como uma nuvem branca, sem raízes em lugar algum.
No momento em que você cria raízes, a bem-aventurança desaparece e
você começa a se apegar à terra.
Lar significa segurança, garantia, conforto, conveniência.
E, finalmente, se todas essas coisas forem reduzidas a um só, lar significa morte.
Quanto mais vivo você estiver, menos lar terá.
Este é o significado básico de ser um buscador: viver a vida em perigo, viver a vida em insegurança.
Viver a vida sem saber o que virá em seguida,
permanecer sempre disponível e capaz de se surpreender.
Se você puder ficar surpreso, estará vivo.
Uma mente fixa passa a ser incapaz de maravilhar-se,
porque ela passou a ser incapaz de peregrinar.
Assim, seja um peregrino, como uma nuvem,
e cada momento traz infinitas surpresas.
Permaneça sem lar.
Sem lar não significa não viver em uma casa;
Significa simplesmente nunca ficar apegado a coisa alguma.
Mesmo se você viver em um palácio, nunca se apegue.
Se chegar o momento de partir, siga em frente sem olhar para trás.
Nada o prende; você usa tudo, desfruta tudo, mas permanece o senhor
A bem-aventurança nunca tem lar, é uma errante.
A felicidade tem um lar, a infelicidade também tem um lar, mas a bem-aventurança, não.
Ela é como uma nuvem branca, sem raízes em lugar algum.
No momento em que você cria raízes, a bem-aventurança desaparece e
você começa a se apegar à terra.
Lar significa segurança, garantia, conforto, conveniência.
E, finalmente, se todas essas coisas forem reduzidas a um só, lar significa morte.
Quanto mais vivo você estiver, menos lar terá.
Este é o significado básico de ser um buscador: viver a vida em perigo, viver a vida em insegurança.
Viver a vida sem saber o que virá em seguida,
permanecer sempre disponível e capaz de se surpreender.
Se você puder ficar surpreso, estará vivo.
Uma mente fixa passa a ser incapaz de maravilhar-se,
porque ela passou a ser incapaz de peregrinar.
Assim, seja um peregrino, como uma nuvem,
e cada momento traz infinitas surpresas.
Permaneça sem lar.
Sem lar não significa não viver em uma casa;
Significa simplesmente nunca ficar apegado a coisa alguma.
Mesmo se você viver em um palácio, nunca se apegue.
Se chegar o momento de partir, siga em frente sem olhar para trás.
Nada o prende; você usa tudo, desfruta tudo, mas permanece o senhor








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