Quantas vezes nos deparamos com a cobrança interna, de que temos de mudar para melhorar? É o desejo de querer a perfeição e não se contentar com menos. Apesar da enorme valia dessa exigência para o desenvolvimento pessoal e também da Humanidade, você já parou para pensar o quanto essa corrida desenfreada por algo que consideramos como meta nos causa problemas?
Pode ser uma meta bem superficial e externa, tipo "Enquanto eu não tiver aquele corpo da Gisele Bündchen eu não vou sossegar" ou mesmo algo mais profundo e espiritual, do tipo: "Enquanto eu ainda tiver esses impulsos que me levam ao vício eu não serei uma boa pessoa". Na maioria das vezes, a meta desejada é para o próprio benefício e engrandecimento e, por isso também, dificilmente iremos vê-la como a causa de nossos males. Mas, e se pudéssemos analisar a cobrança sob outro ponto de vista?
Sociedade, família, religião, amigos e até os ricos e famosos, todos ajudam a incutir dentro de nós valores que muitas vezes nos são inatingíveis e, pior, que vão contra o nosso verdadeiro ser. O mundo, e nós próprios incluídos aí, somos peritos em criar crenças para formar nosso caráter e maneira de pensar e agir. Ao invés de vivermos nossa vida, passamos a nos cobrar do porquê não conseguimos levar a vida dos outros, com base em certas crenças comuns. Podem ser pequenas frases que nos foram faladas repetidamente durante a infância, como, por exemplo: "Seria bom você se esforçar mais para ser o melhor da classe" ou até "Para ser bem sucedido na vida, você tem que trabalhar mais e não brincar tanto" ou: "Não se entusiasme tanto e seja mais sério"!
Não importa a ótima intenção embutida em tais frases, o problema é que elas nos norteiam a cobrarmo-nos de maneira negativa e nos dão a idéia sutil de que a vida tem que ser levada a sério, na marra, e não na leveza do ser, na brincadeira, e o resultado é invariavelmente contraproducente. Terminamos criando em nós vibrações negativas em relação à nossa vida, com a sensação sempre de que algo nos falta, de que precisamos conseguir mais coisas e de que precisamos nos realizar mais. Isso cria um vazio em nosso ser e começamos a pensar que não somos bons o bastante e de que sempre está faltando algo para chegarmos lá. Podemos deduzir, então, que se vibrarmos dessa maneira, nossa vida vira um inferno. Ora, se a matéria é energia condensada e nossa energia se volta para o sentimento de escassez e imperfeição, podemos deduzir que criaremos em nós não só uma angústia, como também um possível problema físico. Receita perfeita para ficarmos doentes.
Ao contrário, quanto mais teimarmos em nossa luta e resistência, ou nadarmos contra a correnteza, mais encrudecidos e com menos vontade de viver ficaremos. É aquela energia por não gostar do trabalho que se faz, de não termos o dinheiro para pagar dívidas, de passar o sábado à noite sozinho(a). Essa idéia de "eu odeio tal coisa" vai depois estourar em algum lugar. O corpo tem um sistema perfeito de defesa a qualquer ataque, principalmente o vibracional. No momento em que estamos sob a pressão do estresse, o corpo se trava e dá o primeiro sinal. Pode começar na forma de uma pequena dor, querendo nos avisar: "Ei! Acorda! Estou tentando te alertar!". Muitas vezes não ouvimos o recado e deixamos a coisa de lado, pensando que temos coisas mais importantes a fazer. Aquela pequena dor passará então a ser uma dor insuportável. Em outras palavras, não aprendemos a mensagem. Ao invés de acabar com a resistência, de se soltar e aceitar o problema, nós fazemos o contrário. Dizemos a nós mesmos, como se fosse para nos enganar, de que está tudo bem, que dá para continuar assim, que podemos aguentar, que temos que chegar lá, que se não o fizermos estaremos contrariando o desejo dos outros, e assim por diante. Ao ficarmos cientes dessas cobranças desmedidas, estaremos em um caminho de melhoria vibracional e energética para nos tornarmos mais prósperos e saudáveis.
Desejo tudo de bom pra vocês, muita saúde e paz e uma vida mais livre das cobranças.