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domingo, 31 de outubro de 2010

NEM TUDO É COMO A GENTE QUER!!!

         Sempre quando as coisas me desagradam, repito essa frase para mim mesma, porque aprendi que precisamos trabalhar em nós o contentamento. Precisamos aprender a aceitar as coisas e as pessoas como elas são, sem muitas cobranças, sem muitas expectativas, tentando manter a auto-estima quando ouvimos um não e, ao mesmo tempo, sabendo nos preservar quando é hora de ir embora. Tudo uma questão de bom senso e de maturidade.

          Hoje acho que o tempo pode, sim, correr a nosso favor, e não trocaria por nada deste mundo meus 37 anos hoje, pelo meu tempo na juventude. Cada ano que se passou trouxe uma quantidade enorme de aprendizado, de purificação espiritual e de aprimoramento.
          Até um pouco tempo atrás não sabia esperar, não sabia permitir a ação inexorável do tempo. Queria que as coisas acontecessem do meu jeito e sofri demais por conta disso, mas achava que sofria por amor, pelas pessoas, pelo descaso de alguns, pela falta de entendimento com outros... Quando, na verdade, sofria por mim mesma e por não compreender que de fato nem tudo é como a gente quer.
         Pensando nisso, lembrei de São Francisco, ser de grande luz, que ensinou o amor e o desapego, patrono dos animais que agora também foi convocado para defender o meio ambiente... Aliás, nada mais natural para aquele que ensinou o respeito e o amor por tudo o que estava à sua volta. Ser tão iluminado que perdeu a noção do eu egoísta e assumiu o compromisso espiritual com o nosso eu generoso. São Francisco para mim é o exemplo do contentamento, da aceitação das diferenças, da importância de dar amor, mesmo quando somos incompreendidos. Sinto que podemos tentar fazer isso, mesmo sem sermos santos... Podemos tentar começar essa tarefa de aceitação amorosa compreendendo aqueles que fazem parte do nosso círculo familiar.
         Sei que pode... Justamente porque é na família que encontramos nossos mais queridos companheiros e nossos mais complicados desafios, porém, lembrando que tudo isso acontece na energia do amor, que ora pode faltar, ora pode nos completar.
         E já que nem tudo é como a gente quer, por que não abrir a visão e encontrar coisas que nos agradam, mesmo naquilo que temos que aceitar? Pois pode ser que justamente nesse mergulho para encontrar o bem, sejamos recompensados! Imagino que não foi muito fácil São Francisco arrumar coragem para sair do seu mundinho e expandir sua luz. Penso que ele teve que ter um grande impulso para largar suas roupas, sua história, dinheiro, costumes de família e seguir a voz interior. Com certeza, ele percebeu que não poderia mais ser conivente com coisas e situações que agrediam sua fé e compaixão.
         Trazendo esse exemplo para nossa vida, podemos perceber que em alguns momentos precisamos ser fortes para romper e, em outros, temos que ser ainda mais fortes para aceitar. O que não podemos é fechar os olhos para as experiências da vida quando já estamos prontos para aprender com os desafios.
        Acontecerão momentos que o certo será dizer não, e outros que o correto será ter humildade para dizer sim.

Boa sorte para nós...



domingo, 17 de outubro de 2010

HUMILDADE É FORÇA!!!


           Humildade é a virtude que nos torna abertos a aprender e mudar. Ela só é possível quando temos auto-respeito, que só pode vir com autoconhecimento. Conhecer-se é entender que somos parte de um todo, como um raio de uma roda. Não somos tudo, também não somos nada. É a humildade que cria este entendimento e nos mantêm em equilíbrio.
            Quando não somos apegados às nossas boas qualidades nem às nossas fraquezas, podemos lidar com ambas. Através de cultivo amoroso, nossas qualidades positivas crescem e servem outros. Através da atenção e honestidade, nossas fraquezas diminuem.
            Humildade é nossa maior proteção. Ela nos mantém alerta para todas as possibilidades, desde sermos enganados até a de criarmos os mais surpreendentes milagres. Humildade é o fruto do auto-respeito: uma pessoa humilde nunca teme perder. Para isso precisamos sempre ir para dentro de nós mesmos. Nada e ninguém podem nos tirar esse recurso.
             Humildade nasce da segurança interna, nos deixa prontos a comunicar, cooperar com novos pensamentos e idéias. É a prova da maestria de ter conquistado o "eu" e "meu" limitados que anulam o respeito e a amizade. Nós devemos ser tutores, não donos. A posse automaticamente cria o medo de perder. Ser um tutor nos dá entendimento que nada e ninguém é nosso. Paradoxalmente, ao renunciar tudo, recebemos tudo. O que precisarmos virá até nós, mais cedo ou mais tarde. Há o suficiente para todos.
          A atitude de ser um tutor significa que economizamos uma grande quantidade de energia mental e emocional, uma vez que tempo não é desperdiçado em cálculos egoístas ou manipulações espertas. Com a atitude de ser um tutor nos tornamos mestres. Um mestre trabalha com os princípios eternos do universo. Ele é humilde e auto-suficiente, mantém equilíbrio e harmonia.
          A maior humildade de todas é reconhecer e aceitar que existem leis além daquelas dos seres humanos e que não somos o padrão do universo. Os princípios eternos protegem e governam o bem-estar de todas as formas de vida. Quando nos alinhamos com as verdades eternas, encontramos a liberdade, nosso caminho. Alinhamento às leis divinas não nos limita ou anula. Ao contrário, as leis eternas são o meio que permitem a expressão completa do indivíduo. Não há transgressão, uma vez que respeito é sempre dado à individualidade dos outros. A harmonia é mantida.
          Com humildade reconhecemos o direito que todas as coisas têm de existir; existir em liberdade e existir em felicidade. Este direito inato é uma lei imortal. Subserviência nos relacionamentos ou aos objetos materiais é resultado do medo; medo de sermos nós mesmos; a falta de coragem de enfrentar, de mudar, de mover numa outra direção. Auto-respeito nos libera do medo e da dependência. Quando não pensamos profundamente o suficiente por nós mesmos, nos tornamos subservientes às opiniões sociais e às pessoas com as quais interagimos.
          Humildade traz introspecção, começamos a examinar as emoções que nos limitam. Abre a porta para o autoconhecimento. À medida que crescemos em autoconhecimento, crescemos em auto-estima. Com essa estabilidade interior não há medo do que é diferente. Não há desejo de controlar pessoas ou situações. Sabemos que as coisas certas irão acontecer da forma correta, no tempo certo. Humildade é a outra face do auto-respeito. Quanto maior a humildade, maior o auto-respeito. Nada e ninguém são uma ameaça. Nós somos livres.



sábado, 16 de outubro de 2010

        Como poderíamos conseguir superar certas perdas sem adoecer?

          O certo é que algumas perdas, ou melhor, certas despedidas são extremamente dolorosas, levando-nos a um estado de tristeza tão profundo que para sairmos de lá demanda tempo, paciência, resiliência. Não devemos e nem podemos supor que uma vez espiritualizados, crendo na vida após a morte, estaremos isentos das dores do "até não sei quando". Ora, qual aquele que ama e que não sente a separação, mesmo que momentânea, de seu objeto de amor?
        Sim, vamos sofrer. Isto tam-bém é parte da luta por aqui. Mas não apenas de dor viveremos. Existe um ingrediente que pode fazer a diferença para aqueles que estão vivendo este grave momento: trata-se da fé.
             Fé não é conformismo, também não é obediência, nem tampouco palavras decoradas a serem ditas em momentos complicados. Não. Fé é certeza que sustenta. É o "nunca estou sozinho", mesmo quando tudo ao redor nos parece solidão e tristeza. É ainda a força que surge, quando mais precisamos dela, mesmo sem que saibamos direito de onde vem.
             Existe uma pequena história que aconteceu há dois mil anos, que fala sobre este tipo de fé. É sobre um rapaz chamado Bartimeu, cego de nascença, que mendigava na cidade onde morava, de nome Jericó. Graças a algumas leis consagradas dentro do Pentateuco mosaico, a caridade para com aquele tipo de problema físico não era comum em seu povo. Acreditava-se, por exemplo, que um filho deveria pagar pelo pecado dos pais. Sendo assim, se Bartimeu nasceu cego, sem ter tido tempo para cometer erros, estava claro como o dia que se tratava de algum pecado maior dos genitores, não perdoado por Jeová [Êxodo, 20:5]. Ainda em Levítico, um dos livros sagrados do citado Pentateuco, encontramos a seguinte ordem: "Ninguém dos teus descendentes nas suas gerações, em quem houver algum defeito, se chegará para oferecer o pão do seu Deus pois nenhum homem em quem houver defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, de rosto mutilado, ou desproporcionado, ou homem que tiver o pé quebrado, ou a mão quebrada, ou corcovado, ou anão, ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo quebrado". [Levítico 21, 17-20]. Sendo assim, os problemas do cego seria dele para com Deus. Ele que os resolvesse junto ao Criador.
            Bartimeu viveu por muitos anos na mendicância, até que ouviu comentários de que Jesus estava passando ao lado dos muros, saindo da cidade. Imediatamente começou a gritar: "Jesus, filho de David! Tem piedade de mim!" Os homens que acompanhavam o Mestre ralharam com ele, ordenando que ficasse quieto. Que nada! Passou a gritar mais alto. "Jesus, filho de David! Tem piedade de mim!". Mandou chamá-lo. O cego, resoluto, larga sua capa e segue, guiado pelos mesmos homens que antes estavam bravos com ele. Chegando próximo, Jesus pergunta: "Que queres que eu faça?" E ele, sem delongas, responde: "Rabi, que eu veja!". Então, abençoando-o e curando seus olhos, o Mestre diz: "Tua fé te salvou". Mesmo diante da falta de compaixão daqueles homens, mesmo com dificuldades para chegar até Jesus, Bartimeu não desiste. E mais: se dirige à Ele como o filho de David, o que equivale dizer [por causa das profecias anteriores] que admitia ser ele [Jesus] o Messias esperado pelos judeus. Bartimeu tinha fé; a fé que cura. A certeza irremovível que lhe deu forças para continuar, apesar das forças contrárias. Não usou de longas narrativas para pedir. Foi simples, claro, objetivo. Sabia o que queria. Sua meta não era se mostrar como um pobre coitado, lamuriando-se, mas sim deixar de ser um indivíduo à margem da sociedade, apenas isso.
            Estudando esta pequena história no hoje, acho que os verdadeiros cegos eram aqueles homens todos que estavam ali sem nada fazer por seu irmão caído, criticando-o, apenas. Bartimeu tinha visão Espiritual. Sabia quem era Jesus e o que Ele poderia realizar por ele e pelo mundo. Tinha fé, e é desta fé que falo. A fé que, mesmo diante da dor profunda da perda de um ente querido, nos mantém firmes na caminhada, certos de que em tudo existe um propósito maior, que nos faz crescer, embora nem sempre saibamos qual seja.
             Eu também tenho muita fé que eu vou conseguir realizar o meu sonho de engravidar, poder gerar os meus filhos em meu útero, visto que Deus me dá muita força pra continuar nesta caminhada, Deus colocou o Dr. Evangelista Torquato como instrumento de sua realização, pra me ajudar. A minha gravidez é uma questão de honra pra ele, e vou ser grata a ele pro resto da minha vida, e se ele não desistiu de mim, porque vou desistir de tentar gerar os meus filhos em meu útero. Deus já me deu muita força pra sair da crise do meu casamento, e hoje estamos em completa harmonia.  Apesar das forças contrárias, tenho certeza irremovível que Deus vai me abençoar com a minha gravidez.
             Se você, caro leitor, ainda não se percebe possuidor desta fé, pode buscar desenvolvê-la, e é com a fé que conseguiremos continuar na luta, apesar dos gritos do mundo, e das dores do caminho.

              "A paciência é a arte da esperança e a sabedoria é o segredo da felicidade"




domingo, 10 de outubro de 2010

VOCÊ QUER SER FELIZ?

         Esta parece, aparentemente, ser uma pergunta estúpida, afinal quem responderia a ela de maneira negativa? Entretanto, a resposta, por mais óbvia que seja, tem um significado muito mais profundo.
          A grande questão é saber se o desejo que você tem de ser feliz é suficientemente forte, a ponto de fazer com que esteja disposto a realizar o que for preciso para alcançar este objetivo, ainda que o preço a ser pago seja, muitas vezes, alto.
          Uma vocação suprema para a felicidade pode fazer toda a diferença entre uma vida miserável e outra cheia de bênçãos. A felicidade interior sempre atrairá o melhor da existência, o bem, a luz, a abundância e a prosperidade.
          E a infelicidade, ao contrário, tende a trazer para nós escuridão, tristeza, escassez e solidão. Mas, por que razão, alguns insistem em viver assim? Por mais incrível que possa parecer, porque ainda não descobriram que esta não é a única forma de se viver. Para estes, ser infeliz é a única condição da vida e não lhes ocorreu que mudar este estado de ser é uma decisão sua. Por mais que as circunstâncias exteriores sejam dolorosas, e que seja impossível evitar a experiência do sofrimento, se nos permitirmos ser preenchidos por uma vocação para a felicidade, podemos fazer com que esta situação seja apenas transitória.
           A escolha depende essencialmente do grau de consciência em que nos encontramos. Quanto mais determinados estivermos em resgatar a nossa condição natural, que é a felicidade, maiores serão as chances de que a alcancemos rapidamente.
           O tempo presente é a única chance que temos de realizar esta transformação, pois adiá-la para o futuro, impondo condições para que se materialize, só fará com que ela se torne um objetivo cada dia mais distante. O que quer que você obtenha, faça o melhor uso. Lembre-se de uma coisa: Nós podemos nunca ter o mundo do jeito que nós gostaríamos, então, nós temos que gostar dele do que jeito que é. Se você realmente quer ser feliz, então, comece gostando do jeito que ele é, porque nós temos somente um tempo muito pequeno aqui. Se nós começarmos a pensar a respeito de uma situação perfeita, nós perderemos a oportunidade de ser felizes. Então, faça o melhor que você pode disto. É um mundo imperfeito, e em nenhum lugar você encontrará uma situação que se ajustará a você perfeitamente.
            Minha abordagem é que o que quer que você obtenha, faça o melhor uso, e não deseje o impossível visto que ele nunca acontece, e na busca por ele você perde tudo o que poderia ter acontecido. E o possível é tudo o que é.
           Sempre olhe de um ângulo a partir do qual você encontre mais felicidade e mais alegria. Geralmente nossa mente sempre encontra falhas, portanto, elas nos faz miseráveis. Miséria é uma atitude, mas sempre encontre a coisa que fará você mais feliz, e ela está disponível em todo lugar! Se um homem decidiu ser feliz, então, nenhuma situação o fará infeliz. E se um homem tem uma atitude errada, então, em nenhuma situação ele será feliz. Felicidade é uma atitude.
          Então, comece desfrutando esta situação em que você está e se você achar quase impossível, então mude de lugar, não permaneça aí por muito tempo, saia da zona de conforto. A mente está sempre num dilema, porque metade dela você gosta e metade você não gosta, mas, então, você tem de escolher".

VAMOS SER FELIZES!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

A GRAÇA!

          A maioria dos seres humanos tem dificuldade em entender como age a lei da graça. Alguns consideram a graça de Deus um presente que, por alguma razão, encontra-se disponível apenas para poucos privilegiados. Entretanto, a graça é algo disponível para aqueles que acreditam nela com a totalidade de seu ser. Não existe uma regra ou uma fórmula mágica para fazer com que se manifeste em nossa vida.
           Ela surge como resultado de nossas próprias atitudes e da maneira como nos relacionamos com o divino. Não basta pedir a Deus para que as coisas aconteçam, precisamos fazer a parte que nos compete. Ora, dirão alguns, eu já fiz tudo o que estava ao meu alcance e nem assim alcancei o que necessitava. Porém, fazer a nossa parte nem sempre significa apenas agir no aspecto exterior, existe uma misteriosa lei que rege a nossa relação com Deus e que se expressa através da confiança. É aí, que, acredito, falhamos na maioria das vezes no que compete a nós. A confiança não é uma palavra vazia, ela é um sentimento profundo, uma certeza inabalável de que a resposta virá, no seu devido tempo. O problema é que, na maior parte das vezes, desejamos que ela se manifeste imediatamente, visto que nossas necessidades, ditadas pelo ego, são sempre urgentes, e quando ela não vem no prazo que gostaríamos, passamos a duvidar de que Deus esteja disposto a nos ajudar.
           Em muitos momentos, nos sentimos verdadeiramente preteridos ou abandonados por Deus, injustiçados por não ver respondidas as nossas súplicas. Seja o que for que a vida nos reserve, tem um propósito único: o de nos ensinar algo, que nem sempre conseguimos enxergar. Se cada acontecimento contém em si uma lição, só nos resta refletir, sobre o que precisamos aprender com aquele fato, e, se ele se repete por muito tempo, talvez seja porque ainda nos recusamos a perceber o aprendizado que precisamos aceitar.
           A aceitação é, sem dúvida, uma das mais complexas lições de nossa vida, mas sem ela dificilmente conseguiremos estabelecer as condições necessárias para receber a graça divina. A graça vem no momento certo, quando o seu trabalho está completo e sua espera também já esteja completa. Temos que esperar paciente e amavelmente, vivendo feliz, celebrando, cantando, dançando, agradecendo a Deus todos os dias pela sua vida, pois somente Deus tem o dom da vida.
         
"Eu tenho que trabalhar duro. Não somente duro, eu tenho que colocar o meu ser totalmente, como sustentação. Somente, então, eu me torno capaz de receber a graça, mas acontece através da graça."