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domingo, 27 de fevereiro de 2011

A SUTIL DIFERENÇA ENTRE DAR O MELHOR DE SI E PERDER A IDENTIDADE NA RELAÇÃO

          Por que tantas pessoas reclamam que fazem todas as vontades do outro e não são valorizadas por isso? Ceder sempre ou dizer sempre "sim" não é a melhor maneira de conquistar o outro!
          Você também já deve ter ouvido alguém contar (porque eu já ouvi várias vezes) sobre o fato de ter dado o melhor de si num relacionamento e, mesmo assim, ter-se dado mal.
          Em geral, a queixa de homens e mulheres "bons demais" é a seguinte: "fui muito dedicado, fiz tudo o que o outro quis e não fui reconhecido. Estou cansado de me doar completamente nos relacionamentos e sofrer. Não entendo por que as pessoas dizem que querem encontrar alguém legal e, quando encontram, simplesmente não dão valor"... e por aí segue a descrição de uma dor que é realmente dilacerante, mas cujos motivos não são bem esses relatados!
         Acontece que pessoas que se doam demais, que fazem tudo o que o outro quer são aquelas que, muito frequentemente, ainda não se deram conta da enorme importância que sua individualidade tem na relação. Ainda se equivocam ao acreditar que para serem amadas precisam ceder sempre, aceitar tudo e simplesmente se anular em função dos desejos da outra pessoa. Enganam a si mesmas acreditando que agem por amor.
          Quem nunca se coloca, quem muito pouco discorda do outro, quem quase nunca expressa uma vontade que seja adversa, não faz isso por amor e, sim, por insegurança, por medo de que o outro não tolere ser contrariado e o deixe. Ou seja, estamos falando de uma auto-estima fragilizada, que precisa ser resgatada, alimentada e, sobretudo, auto-reconhecida.
          É preciso que essas pessoas percebam que existe uma sutil diferença entre dar o melhor de si e se perder, perder sua própria referência num encontro de amor. Quem vai deixando de mostrar o que incomoda, quem vai deixando de falar sobre o que desagrada, vai se identificando e se misturando com o outro a ponto de se tornar uma espécie de reflexo dele. E convenhamos: se realmente fosse bom se relacionar com o reflexo da gente, casaríamos com o espelho de casa e seríamos felizes para sempre. Mas ninguém quer isso! Embora a gente procure semelhanças e gostos parecidos no ser amado, queremos e precisamos das diferenças para que o relacionamento cresça, amadureça, engrandeça os dois. Admiramos o que é diferente de nós, aquilo que pode nos transformar em alguém melhor; queremos conquistar o que nos parece um tesouro que ainda não temos.
          E veja bem: não estou falando de fazer joguinho de difícil e nem de se colocar aos gritos, impondo suas vontades. Estou falando justamente da arte de encontrar o equilíbrio. Estou falando da encantadora dança do amor, que nada mais é do que a harmonia entre avançar e recuar, com leveza, inteligência, atenção, disponibilidade e, acima de tudo, capacidade de começar de novo ao errar...
          Resumindo: quem sempre diz "sim", vai se dar mal. E quem sempre diz "não", também. O segredo é ceder às vezes e ser mais firme em outras, mas sempre - sempre! - mostrar ao outro qual é sua vontade e ouvir qual é a dele. Assim, quando você ceder, ele poderá reconhecer para que, numa próxima ocasião onde a diferença aparecer, ele possa ceder também. E se isso não acontecer, ou seja, se um terminar cedendo sempre, que vocês possam conversar e pontuar esse desequilíbrio, porque, de verdade, quem vive uma série de relacionamentos e sai delas com a sensação de quem nunca é valorizado, certamente está perdendo sua identidade, está se transformando numa companhia sem atrativos, exatamente porque decidiu (na maioria das vezes inconscientemente) ignorar seus predicados para enaltecer somente os predicados do outro. E assim, foi perdendo seu brilho, seu encanto, sua singularidade e também abandonando as características que, paradoxalmente, atraíram a pessoa amada...
          Se você tem sofrido e se sentido injustiçado por ser "bom demais" e não receber em troca nem o amor que achava que merecia por tanta compreensão e dedicação, sugiro que comece a olhar um pouco mais para si e se perguntar: "o que eu realmente quero?", mesmo que o tema seja simplesmente escolher o sabor da pizza. E especialmente quando esse desejo for importante, faça-o valer e não desista dele!
          Em qualquer relacionamento, para o sucesso ou o fracasso dele, quem você for ou quem você deixar de ser é o que mais vai fazer a diferença! E se vai dar certo ou não, uma verdade é soberana: só vai valer a pena se você tiver conseguido ser você mesmo, ao menos na maioria das vezes!



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NASCEMOS PARA A FELICIDADE!!!



          Todos nós temos um grande anseio: sermos felizes! É um direito inerente à nossa natureza e cada um busca a felicidade da forma que considera a correta. Uns desejam ser ricos para poderem viver cercados de conforto material, comprando tudo que ambicionam. Outros buscam o poder, que pode lhes conferir a sensação de que são valorosos e melhores do que a maioria das pessoas. Uns se operam para ficarem esteticamente mais aceitáveis aos próprios olhos e aos dos outros. Eu e minhas amigas fivetes estamos na luta para a realização do nosso maior sonho: SER MÃE!!! E assim caminhamos... No fundo, todos com a mesma meta - a conquista da tão sonhada felicidade.
          Os mais sábios nos têm dito, desde os tempos mais antigos, Jesus inclusive, que ilusões são efêmeras e não nos tornam seres felizes. Dão-nos alegrias curtas e fugazes, que logo se vão, com o passar do tempo. Chego à conclusão, com a vivência de minhas próprias experiências, que ser feliz não é viver nas festas, ter tudo que se sonha, ser bela e desejada, mas sim, ter paz de espírito, que se consegue ouvindo a própria consciência e fazendo o melhor possível aquilo que ela sinaliza. Muitas vezes o caminho para realizar isto se torna difícil, cheio de tormentas, exigindo muita força, paciência, foco no resultado, mas, apesar de tudo que nos aconteça e de quantas dificuldades precisemos vencer, teremos, já no percurso e mais ainda no final de cada empreendimento, a felicidade verdadeira no coração, que nada, nem ninguém, jamais poderão nos roubar. Não vai depender da aprovação de quem quer que seja, pois o nosso Espírito estará nos aplaudindo e estaremos em paz!
          Queridos amigos, acreditem que o que lhes estou falando não foi lido em qualquer livro, embora muitos já o tenham dito, em línguas as mais diversas, durante a história longa de nossa humanidade. É uma verdade de minha alma errante e que, afinal, aprendeu que cumprir o próprio dever perante a Vida é o único caminho bem sucedido! Dou este testemunho baseando-me em minha vida e não pensem que sempre soube disto, ou que não errei e caí bastante... Sim, isto aconteceu! Mas hoje eu aprendi e espero que Deus me dê força para continuar trilhando o roteiro que é meu, apesar dos pesares e independente das dificuldades que tiver que enfrentar.
          Tendo paz, instalaremos a paz no mundo. Cada um fazendo a sua parte e trabalhando em si próprio com empenho e esperança. Estaremos semeando uma colheita feliz, seremos felizes ao caminharmos, mesmo que estejamos cansados, ou mesmo momentaneamente tristes. Tudo passa e um dia novo nasce a cada ciclo de 24 horas. A consciência em paz nos acompanhará para onde formos e especialmente quando chegar a nossa hora de partir para outra dimensão.
          Quem trabalha em sua própria leira, mesmo cansado, sorri com o coração repleto de amor e agradecimento pela Vida que pulsa em torno e nele mesmo. Assim, ser feliz exige esforço, meditação, silêncio, constante união com o Divino em nós e em torno de nós.
          Vamos, amigo que me lê, caminhando em direção à felicidade real, abandonando as miragens mentirosas que nos acenam falsamente, neste mundo materialista, cheio de armadilhas. Caindo nelas, precisamos nos levantar e seguir pra frente. Jesus nos ensinou, dizendo que precisamos viver no mundo material, sem sermos dele. Somos espíritos, momentaneamente vivendo uma experiência terrena, mas não pertencemos a este plano. Priorizemos nossa consciência, os nossos sentimentos afetivos, a beleza, a pureza, o perdão, e, acima de tudo, busquemos tempo para nos ouvirmos! A nossa orientação chega naqueles momentos mais silenciosos.
         Ser feliz é simples e cada um, apenas cada um, sabe como alcançar a felicidade, cujo roteiro está dentro de si mesmo!




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A FORÇA DA PERSISTÊNCIA!!!


          O que me impulsiona a seguir adiante mesmo diante das adversidades? A persistência. O que me faz levantar diante de um tropeço com firmeza? A persistência. O que me faz acreditar na oportunidade de vencer cada obstáculo? A persistência. O que produz esse sentimento, emoção, característica ou a soma de tudo isso? A fé e o amor são alimentos da persistência. Minha unidade sagrada é um trio: amor, fé e persistência.
          Todos os dias eu exercito a persistência. Nutrir minha fé e meu amor é um treino constante. Meus objetivos são alinhados com essa força que direciona meus passos e cada dia mais eu avanço na certeza de que as vitórias são consequências de nosso esforço concentrado. Dedico toda minha energia na construção dos meus sonhos, na edificação de minha jornada e minha disposição para aprender e melhorar são guias da minha rota.
          Nesse processo de caminhada, aprendi que o mais importante é a consciência da minha essência. Hoje tenho muito mais coragem para encarar os desafios e enfrentar meus medos. Hoje sei o quanto é vital ouvir a voz do meu coração e ter como prioridade meus valores e princípios. Quando temos clareza dos nossos objetivos definidos, mesmo diante de condições adversas, somos contagiados por um entusiasmo tão vibrante que conseguimos criar meios para conquistar nossas metas. Esse movimento do espírito persistente é uma chama incansável.
          Ao acreditar na minha força, abro cada vez mais espaço para olhar mais e mais para dentro. Esse diálogo beneficia as conexões com o externo. Minha percepção tem expandido e encontro links favoráveis. Essas conexões são terrenos férteis para meu aprendizado e ganham vida de forma especial. Novas leituras e novas visões nascem e aumentam a intensidade da minha fé, aprimora minha persistência e fortalece os laços de amor das relações que tocam e nutrem minha alma.
          Tenho plena convicção de que a persistência é uma dádiva que todos nós podemos praticar para realizar nossos propósitos. Não desista dos seus sonhos. Persista e torne-os reais!

SONHOS!!!
ACREDITEM NELES!!!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A PRISÃO DE NÃO SABER DIZER NÃO!!!


         

          A dificuldade em dizer não é um padrão emocional muito comum, facilmente detectável em boa parte das pessoas. A maioria de nós, em maior ou menor grau, sente essa dificuldade. Algumas vezes, a dificuldade aparece disfarçadamente. Vou citar um exemplo. Algumas explosões de raiva são, na verdade, uma manifestação das consequências desse padrão.
           Conheço uma pessoa que costuma aceitar tudo. O outro pede e ela faz e não reclama. No entanto, vai se acumulando uma insatisfação interior até que um belo dia surge uma grande reação de raiva. Nesse dia, ela consegue dizer não para a pessoa e aproveita a oportunidade para falar tudo que ficou engasgado. O resultado disso é a perda das amizades, dificuldades nos relacionamentos de trabalho e em todas as áreas.

          As pessoas que têm esse padrão costumam comentar coisas do tipo "fulano é muito cara de pau, teve a capacidade de pedir isso e aquilo, e não é a primeira vez"; "eu jamais teria coragem de pedir tal coisa pra alguém". E no final perguntamos: e você atendeu ao pedido? E a reposta é sempre "ah sim, acabei fazendo, mas foi contra a minha vontade". E o discurso segue relatando o quanto esse pedido inapropriado lhe trouxe prejuízos. É como se a pessoa dissesse interiormente "vou fazer o que estão me pedindo, mas de forma muito contrariada, vou reclamar bastante e ficar com muita raiva, comentarei com todo mundo o quanto essa pessoa é cara de pau, quem sabe ela toma consciência e para de me pedir essas coisas, não é possível que isso continue, ela deveria saber o limite, deveria ter bom senso assim como eu tenho".
           Esse tipo de discurso coloca a pessoa no lugar de vítima: "os outros não me respeitam, a culpa não é minha, o mundo é que deveria mudar". Um ganho secundário desse comportamento é o de ser visto como uma pessoa boa pelos outros: a explorada, a coitada, a vítima das maldades do mundo. Muita gente usa do vitimismo para obter aceitação e reconhecimento. No entanto a tendência é que as pessoas comecem a perceber esse padrão e se afastem com o tempo. Ela então precisará encontrar novos círculos para realizar o mesmo processo. Muitas pessoas que agem dessa forma começam a se isolar como forma de evitar relacionamentos e ter que fazer coisas contra a sua vontade. Viver a vida sem colocar limites acaba levando a tristeza, ansiedade e depressão.
          Conforme citei no início do texto, a dificuldade em dizer não pode estar em vários níveis, variando de pessoa para pessoa. Tem esse tipo de caso que relatei onde a se acumula raiva até explodir. Tem outros casos de pessoas que até dizem não na hora, mas o fazem de forma raivosa ou agressiva. É a sua defesa para esconder a insegurança que carregam. O "não" poderia ser dito de forma firme e ao mesmo tempo educada, sem qualquer tipo de desconforto por alguém que fosse mais seguro. Existe ainda aquele tipo que parece que nunca fica com raiva. É nessas pessoas que a insatisfação provocada irá causar mais intensamente quadros de depressão e ansiedade.
           Comecei a refletir sobre o seguinte. De vez em quando me pego irritado quando alguém me solicita algo que não considero razoável, ou testemunho amigos comentando coisas que indicam sentimentos parecidos. Comecei, então, a desenvolver o seguinte pensamento: Qualquer um tem o direito de pedir o quiser, quando quiser, e eu tenho que estar preparado para isso aprendendo a negar e colocar os limites de forma firme e sem me alterar. Se eu fico com raiva ou irritado, sei que faz parte da minha insegurança e não adianta culpar ou falar mal do outro, pois isso seria vitimismo.
          Não saber colocar limites é uma grande prisão porque ficamos dependendo do comportamento do outro para ficar em paz. É uma insanidade ficar reclamando como se os outros tivessem o dever de mudar. O que causa o sofrimento não é o pedido absurdo que alguem nos faz. Sofremos quando nós acatamos contra a nossa vontade ou quando reagimos de forma irritada. Deixe o outro ser como quiser, e aprenda a dizer não quando achar que deve. Isso sim o deixará em paz. Outra coisa comum, é que a pessoa começa a prejudicar seus relacionamentos mais íntimos pois está sempre a disposição dos pedidos de outros mais distantes. Programas são desmarcados, mudanças de planos ocorrem de última hora... Logicamente, isso causa desentendimentos familiares.
          O mais interessante é que essas pessoas querem contar com compreensão da sua família; querem apoio para manter o seu comportamento subserviente com relação a terceiros. É como se dissessem "eu quero que você compreenda que eu não consigo dizer não para outras pessoas, e já que temos mais intimidade e sei que você me ama, você entenderá melhor se eu cancelar ou alterar o nosso programa pra que eu possa atender a outra solicitação. Por favor, compreenda isso e não brigue comigo, pois eu não posso contar com essa compreensão do outro lado e você sabe que tenho medo da rejeição, de não ser aceito, de perder minha imagem de bonzinho...". Os familiares ficam magoados, sentem como se todo mundo fosse mais importante e que a relação mais próxima não está sendo valorizada, por que é exatamente isso que está ocorrendo.
          Por trás dessa dificuldade, podemos citar vários sentimentos negativos relativos a auto-estima: medo da rejeição, medo de não ser aceito, necessidade em ser reconhecido e valorizado. Existe uma ilusão de que agindo dessa forma a pessoa será bem vista, mas ocorre justamente o contrário. Quanto menos damos limites, mais as pessoas nos desvalorizam. Parafraseando Gasparetto, "o mundo lhe trata como você se trata". Quem vive nesse padrão, dificilmente percebe isso e com o passar do tempo desenvolverá o discurso de que o mundo é um lugar cruel.
           Eu mesma sofro desse mal, principalmente, quando os pedidos se referem aos meu pais, e também ao trabalho. Na maioria das vezes, me pedem coisas que estão contra a minha vontade naquele momento, e não tenho coragem de dizer NÃO, daí que eu faço bastante contrariada, com raiva, e estressada, e, realmente, me sinto aprisionada, com as palavras presas na garganta, com vontade de explodir, e fico angustiada, triste. No meu trabalho, fico querendo ajudar as pessoas, mas há certos momentos, que não dá, e acabo explodindo de raiva das pessoas, porque não sabem dos limites, mas que limites, se eu não lhes dei? Realmente, minha com meio depressiva, ansiosa, triste, angustiada, e com a auto-estima em baixa. A minha psicóloga já me falou que eu tenho mesmo o medo da rejeição, de não ser aceito, mas a necessidade de ser reconhecida e valorizada é o fator principal desse mal. É muito difícil se livrar dessa prisão, mas eu vou conseguir. 
           Quem sabe impor limites, liberta-se de muita ansiedade, acumula menos trabalho, aperfeiçoa as relações em todos os níveis, relaciona-se melhor e é mais respeitado.