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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A CRIANÇA INTERIOR!!!

          Todos nós carregamos, ao longo de toda a nossa vida, a criança que fomos um dia. Se na infância uma pessoa teve experiências positivas, enriquecedoras, onde sua auto-estima foi fortalecida, ela se tornará um adulto seguro e equilibrado, que sempre vai estabelecer relacionamentos harmoniosos, mas, se ao contrário, não houve em sua trajetória atenção e estímulos permanentes aos seus talentos e habilidades ou houve repressão e excesso de exigência, a insegurança direcionará todas as suas ações.
        Todas as emoções, vivenciadas por nós na fase infantil, seguem armazenadas em nosso inconsciente e influenciam as relações que estabelecemos na vida. Sem que tomemos consciência delas, torna-se difícil superar as dificuldades e os bloqueios que muitas vezes sentimos na relação com as outras pessoas. Nossa tendência predominante é culpá-las por não corresponder às nossas expectativas ou satisfazer nossos desejos. Assim como a criança se enraivece quando sua vontade é contrariada, também reagimos de modo infantil quando não temos nossas expectativas preenchidas. A mágoa e o ressentimento logo tomam o lugar do amor que acreditávamos sentir.
          O ser humano inseguro e carente de aprovação externa se apega àquele que lhe dá atenção, numa dependência perigosa, que pode levá-lo a fazer muitas concessões para garantir o amor e a aceitação do outro.
          Estabelecer relações maduras e saudáveis é uma condição essencial para a nossa felicidade, mas para que isto se torne possível, precisamos acessar as emoções inconscientes de nossa criança interior, compreendê-las e integrá-las, pois, somente assim, a cura se torna possível.

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